quarta-feira, 16 de junho de 2010

Mandingas e Simpatias

Inspirada nas comemorações juninas, refletia sobre os costumes populares voltados a Santo Antônio, e talvez a outros santos que desconheça. Não recordo ter feito nenhuma simpatia antes, mas penso que deveria. Minha origem implica em ouvir diversos relatos sobre como as torturas ao santo (...levado a férias siberianas...) ou ao menino (...arrancado dos braços de Tonho...) surtiria efeitos surpreendentes sobre o destino do torturador. Na verdade, geralmente, torturadorA. Enfim, sempre relutei em aderir a tais atos - com um tanto de hipocrisia em meu discurso, confesso. Acho que, se acreditasse nos resultados das mandingas e simpatias, não relutaria. Isso porque o tempo passa, passa, e a consciência do "antes só..." permanece. Dizem que sou muito exigente; prefiro afirmar que sou criteriosa.

Seria ótimo ter vivido em décadas passadas, quando as mulheres eram cortejadas. Não pretendo ser machista, apenas um pouco romântica. Aliás, minha personalidade reúne traços românticos e realistas ao mesmo tempo, o que reforça o "antes só...". Por vezes, até aprecio o "antes só..." - mas nem sempre... Eventos como o 12 de junho são um tanto desagradáveis, sim. Sem falar nos constantes programas segura-vela, que se tornam mais frequentes a medida em que os anos passam. O tempo não age a favor, nesse aspecto. Por outro lado, prezar minha independência reforça meu lado realista, daí que prefiro não arriscar, por ora.

Sem simpatias, mandingas ou afins, veremos o que o futuro me reserva...

Som do raidinho: "Que falta me faz um xodó..." Rsrsrs... ;)

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